Ela estava debruçada sobre o parapeito da janela, observando as gotas de água que escorriam pela vidraça a chuva finalmente cessara
Em cima da mesa cartas e fotos espalhadas ela pegou a que chegara na noite anterior e sentiu o cheiro
No instante em que fechou os olhos a chaleira apitou anunciando que o chá estava pronto
No instante em que fechou os olhos a chaleira apitou anunciando que o chá estava pronto
O apito a fez retornar de lembranças distante
Com uma xícara de chá nas mão, e a carta na outra sentou-se no balanço no quintal e abriu o envelope
São Paulo, 01 de fevereiro de 2012
Ainda acordo todas as manhãs pra você
Ainda espero o seu telefonema me dando bom dia
Ainda canto distraído El dia que me queiras
Ainda espero e-mails apaixonados
Ainda espero suas mensagens falando de amor
Ainda espero sua aprovação ao que escrevo
Ainda ouço sua sonora gargalhada
Ainda, quando aflito, pego o telefone para
Ver as mensagens que me enviará me acalma
Ver as mensagens que me enviará me acalma
Ainda lembro sua voz dizendo te quero ... te amo
Ainda lembro sua respiração rápida
E em seguida seus gemidos
E em seguida seus gemidos
Ainda lembro você me pedindo que não goze tão rápido para lhe dar prazer
Ainda lembro eu perguntando se você quer mais uma coberta
E você dizendo não você me esquenta
Ainda lembro o carinho do depois
Ainda lembro você me dizendo palavras que jamais havia pronunciado
Ainda ouço o Eu te Amo que você dizia ecoar em minha lembrança
Ainda lembro
Ainda desejo
Ainda preciso
Ainda quero
Ainda e sempre
Ainda e sempre
Você disse que acabou mas eu não acredito que acabou
De uma chance para o nosso Amor
Se a sua resposta for sim as 3:00 da tarde
Me espere sentada no balanço que eu lhe fiz

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