
Caminho como todos os dias
Com o mesmo caminhar, curto e lento que me é característico
Percorro ruas, avenidas e corredores que já acostumei a percorrer
E me são, quase que inseparáveis
E me são, quase que inseparáveis
Os meus pés memorizaram o roteiro que me é (auto) permitido
Identificando e associando cada lugar que me é tão habitual
Identificando e associando cada lugar que me é tão habitual
Os meus olhos mostram-me imagens de coisas que sempre estiveram ali
A relojoaria, a farmácia, a lan house, a padaria, a ótica, a loja de sapatos, a loja de eletrodomésticos, as casas pintadas uma de cada cor, em seus jardins, rosas amarelas, vermelhas, brancas, gatos, cachorros, passarinhos, papagaios, pessoas nas janelas e fora das casas... Um típico final de semana em que as pessoas conversam na rua, lavam seus carros, tomam cerveja gelada no bar, meninos jogam bola na rua e meninas brincam de boneca na calçada...
Idosos conversam nos banco da praça, vizinhas conversam em frente suas casas...
Mas, desta vez, enquanto caminho como se nada fosse diferente, as pessoas olham para mim, o que não é habitual, estão espantadas, murmurando entre si palavras que não consigo entender direito
_O que se passa? - pergunto-me a mim mesma
Não consigo perceber a diferença de hoje com o restante dos dias...
Continuo a caminhar, mas os olhares continuam e os murmúrios também...
Mais alguns passos, parei em frente a uma enorme loja e na enorme vitrine vi o meu reflexo
Ao meu lado com os dedos entrelaçados nos meus o reflexo de minha namorada
Nos olhamos e sorrimos
O que fizemos de errado?
Nada
Apenas nos Amamos e mesmo que a sociedade não aceite
Continuaremos nos Amando

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